domingo, 26 de janeiro de 2014

Fala-se muito em sustentabilidade, mas se faz pouco

Sustentabilidade já está em pauta nos conselhos, mas ainda faltam estratégias para fazê-la permear o restante da organização.

Ser sustentável nunca esteve tão na moda. A cada dia, mais e mais empresas buscam ganhar esse título que pega tão bem entre investidores e consumidores, produzindo seus relatórios de responsabilidade socioambiental e divulgando suas propostas aos quatro ventos. O problema é que, muitas vezes, elas se esquecem de envolver um público extremamente relevante nesse processo: os próprios funcionários.

Segundo o relatório, 65% das companhias desenvolvem ou acompanham políticas de sustentabilidade a partir do alto escalão, mas apenas 35% dos gerentes recebem treinamentos para integrá-las a estratégias e operações. Embora 90% dos conselhos discutam a questão regularmente, só 8% das empresas oferecem pacotes de remuneração aos executivos com base no desempenho da área. Ou seja, fala-se muito, mas faz-se ainda pouco. 
Essa realidade não é diferente nem entre as melhores empresas para trabalhar no país. Durante a elaboração do Guia VOCÊ S/A — As Melhores Empresas para Você Trabalhar 2013, que contempla uma fase de conversa com funcionários, percebeu-se que pouquíssimos deles sabiam enumerar as políticas de sustentabilidade de suas empresas.
Na maioria das vezes, esse assunto se mostrava muito distante de sua realidade de trabalho. Dados levantados por pesquisadores da Fundação Instituto de Administração (FIA), parceira da VOCÊ S/A no Guia, mostram que o nível de responsabilidade social corporativa da companhia — seja ele alto ou baixo — não influencia a percepção do funcionário sobre a mesma, o que sugere uma falta de conhecimento das ações.

 

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